quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Perguntas Grupo Henrique- História do Funk

1- O que vocês acham mais importante em um jogo de história, elementos da história ou criatividade dos fatos?
Os elementos que ocorreram no passado (a história) que se misturam com a ficção.
2- Qual é o jogo que melhor ilustra o Renascimento?
Assassin's creed.
3- Qual é o jogo que ilustra a Idade Média?
Skyrim.
4-Qual é o jogo que melhor ilustra as navegações?
Black Flag (A.C.) e Civilization.
5-Você considera um jogo com elementos históricos, em um jogo de história?
Sim.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A América Portuguesa e a presença Holandesa

No começo os portugueses não encontraram metais preciosos, nem especiarias.

Do escambo à colonização

Com as expedições exploradoras, foi descoberto o pau-brasil, a Coroa Portuguesa deu a exploração aos mercadores que, em troca, fariam no litoral uma feitoria. Por sua vez, trocavam objetos com os Tupiniquins, pelo pau-brasil. Os franceses também praticavam o escambo, com os Tupinambás (tribo rival). Portugal enviou expedições policiadoras, que combateram os franceses.
 O comércio português com o Oriente entrou em crise em razão da concorrência de outros países europeus. Então o rei Dom João III iniciou a colonização no Brasil. Em 1530, a expedição de Martim Afonso de Souza, que combateu os franceses, explorou o litoral brasileiro, fundou São Vicente, (a primeira vila) e ergueu o primeiro engenho de açúcar, a ocupação do território e capitanias hereditárias.

Administração colonial

Capitanias Hereditárias: esse sistema consistia na doação aos donatários do direito de administrar e tirar proveito econômico de lotes de terra na costa brasileira.
Documentos que organizavam juridicamente o sistema de capitanias: A carta de doação e o foral.
Cabia também aos donatários combater os índios de tribos que tentavam resistir à ocupação do território. Em troca destes serviços, além das terras, os donatários recebiam algumas regalias, como a permissão de explorar as riquezas minerais e vegetais da região.
Em pouco tempo, entrou em crise. Tirando Pernambuco, Bahia e São Vicente que progrediram pela produção de açúcar, as demais fracassaram: falta de dinheiro para o progresso e a defesa; ataques de corsários; grande extensão das terras; falta de comunicação entre elas; resistência.
Diante disso: A Coroa decidiu implantar, um sistema centralizado, o Governo-Geral. As capitanias continuaram existindo, mas subordinadas ao Governo-Geral, principal representante do rei de Portugal no Brasil.

O Governo-Geral

O rei Dom João III escolheu a Bahia para sede do Governo- Geral. Tomé de Souza chegou à Bahia com mil pessoas. Deu início à construção da cidade de São Salvador, a primeira capital do Brasil. As autoridades chegaram às terras pensando na expansão das fronteiras e da doutrina católica.Tomé de Souza escravizou os indígenas e tomou suas terras. Construiu engenhos e trouxe de Cabo Verde o gado bovino, distribuído aos colonos.
Duarte da Costa, o segundo governador do Brasil, veio para solidificar o domínio português sobre a Nova Terra, combater os franceses e catequizar os indígenas e esmagar sua resistência. Seu governo foi tumultuado por conflitos entre colonos e jesuítas (estes se opunham à escravidão indígena). Um grupo de huguenotes (calvinistas franceses), fundou uma colônia comercial "França Antártica". Aliando-se aos Tupinambás, os franceses ganharam força para enfrentar os portugueses, que, por sua vez eram aliados dos tupiniquins.
O terceiro governo foi o de Mem de Sá, aliando-se aos Guainá e os Termiminó, venceu a Confederação dos Tamaios (nativos revoltados com a dominação). Ele apoiou os jesuítas para converter os indígenas, e pediu à metrópole reforços para combater a colônia francesa instalada no Rio de Janeiro. Estácio de Sá, comandante das tropas enviadas de Portugal e sobrinho do governador, fundou um forte, embrião da cidade de São Sebastião (RJ). Para facilitar o controle e a defesa, Portugal dividiu: Governo do Norte, capital Salvador; e Governo do Sul, capital Rio de Janeiro. Sem o resultado esperado reunificou a colônia (capital: Salvador).

Câmaras Municipais

Com o avanço da colonização, foram criados órgãos, locais de administração: As Câmaras Municipais.
Para um indivíduo ser vereador, era preciso ter “pureza de sangue”, não podia descender de negros, judeus ou mouros. As Câmaras tinham poder de decisão sobre diversos setores da vida pública: cuidavam da administração municipal; da realização de obras públicas; da conservação das ruas e do abastecimento de gêneros e culturas da terra.

A economia colonial

Na colonização do Brasil, a Coroa Portuguesa tinha pela frente três desafios: Escolher o produto que seria usado para impulsionar a economia; buscar capital para financiar a produção; e conseguir mão de obra adequada ao trabalho.
O produto: Foi o açúcar de cana, elevado valor na Europa. Os portugueses já tinham experiência. Os engenhos empregavam a mão de obra africana escravizada. A partir dai construíram-se vários engenhos, especialmente no nordeste.
O capital: O custo de instalação de um engenho era elevado. No inicio os capitais usados eram holandeses, italianos e de Portugal. Depois foram obtidos na própria colônia.
A mão de obra: Os engenhos usaram como escravos ou indígenas capturados pelas guerras justas. No inicio do século XVII, foram substituídos por africanos. Principais razões: a alta lucratividade do trafico de africanos; a habilidade dos africanos; a escassez de indígenas (por morte ou fuga).

Diversificação agrícola: fumo, aguardente, pecuária, algodão e cacau

A lavoura canavieira foi o principal setor da economia colonial. Mas no Brasil se produzia também fumo, aguardente, carne, couro, farinha, algodão, cacau, anil, que serviam tanto a exportação quanto ao mercado interno.
O tabaco, planta domesticada pelos indígenas e usada em rituais, se tornou um produto de grande aceitação colônia. No século XVII, era o segundo colocado nas exportações brasileiras. Enquanto o fumo de primeira qualidade era consumido ou vendido para Europa, o fumo de terceira era usado para conseguir escravos na África.
Tal como o fumo, a cachaça produzida em engenhos era muito consumida. Já a pecuária foi responsável pela ocupação do sertão brasileiro e foi decisiva para economia colonial. O algodão, cacau e anil, com importância na exportação. No século XVIII, com a Revolução Industrial, as industrias inglesas compraram grandes quantidades de algodão.

A sociedade colonial açucareira

No Brasil colonial existiram varias regiões econômicas: a paulista (com seus bandeirantes e indígenas) e a açucareira nordestina. Embora diferentes, tinham duas características comuns: a escravidão, presente em quase todo o território colonial, e uma hierarquia excludente que garantia direitos, poder e prestigio a poucos.
Na sociedade colonial açucareira além de escravista tinha os senhores de engenho que eram livres e brancos e os trabalhadores das plantações eram escravos, negros e quase sempre africanos. Mas entre administradores, técnicos e artesãos, havia indivíduos escravos, libertos, livres, brancos, mestiços e negros.

Os senhores de engenho

Eram donos da cana e das terras e faziam parte do grupo dominante da sociedade açucareira, se consideravam a “nobreza da terra”.
No inicio do século XVII, eram uma classe estruturada e unida por casamentos entre seus membros. Eram o poder local, na esfera publica e na privada, onde impunham sua vontade a todos os habitantes do engenho. A família senhorial era patriarcal.

Havia homens livres que cultivavam a cana, mas por falta de recursos eram obrigados a moê-la no engenho do proprietário, e por isso, eram chamados de “lavradores obrigados”. Em troca eles entregavam ao senhor parte do açúcar obtido e ainda pagavam a ele o aluguel.

Os comerciantes

Se a propriedade da terra dava poder e prestigio ao seu possuidor, o comércio possibilitava riqueza. Grandes comerciantes enriqueciam ao vender produtos locais (açúcar, tabaco e algodão) para a Europa e revender produtos chegados de Portugal (vinho, queijos e doces). Outros comercializavam a produção colonial destinada ao mercado interno (bois, mulas, cachaças, farinha, milho, marmelada).

Mas muitas fortunas foram feitas com o comercio de africanos. Enriquecidos por meio do trafico atlântico, comerciantes compravam navios e casarões e forneciam empréstimos aos senhores de engenho para a compra de escravos e/ou equipamentos. Dessa forma, alguns conseguiam comprar terras e montar engenhos; outros obtinham mais rapidamente o titulo de senhor de engenho casando com filhas de grandes proprietários.

Escravizados

Para o padre Antonil, os africanos escravizados eram “as mãos e os pés dos senhores de engenho”. Apesar disso, na sociedade colonial açucareira, seus direitos eram quase inexistentes.

[...] Incapazes de firmar contratos, dispor de suas vidas e possuir bens, defender-se e à sua família dos maus-tratos do proprietário, testemunhar contra homens livres, escolher seu trabalho e empregador, e limitados pela lei e pelos costumes de inúmeros outros modos, os cativos permaneceram [...] em situação mais desvantajosa a sociedade.

População escravizada estava assim distribuída: escravos do campo (agricultores, criadores e condutores de boiadas, pescadores, caçadores, carroceiros etc.) constituíam 80% do total; trabalhadores de fabricação do açúcar correspondiam a 10%; os domésticos (cozinheiras, faxineiras, camareiras etc.) e artesão (oleiros, pedreiros, ferreiros), juntos, compunham os outros 10%. Os escravos de campo e os domésticos também trabalhavam na fabricação do açúcar. 

Os trabalhadores assalariados

Assalariados dividiam com os escravos a tarefa no engenho, para trabalhar em funções especializadas, com a de mestre de açúcar, ou realizar serviços que os donos de engenho não confiavam a escravos, com o de feitor. Por isso se diz que o conhecimento e o serviço dos trabalhadores assalariados eram decisivos para o funcionamento dos engenhos.
Dentre eles, os feitores e os especialistas no fabrico do açúcar eram os mais bem remunerados e respeitados. O salario era anual, e quando pago em dinheiro, chamava-se soldada seca. Geralmente, o alojamento e alimentação eram descontados do salario dos trabalhadores livres, o que limitava significativamente seus ganhos.

HOLANDESES NO NORDESTE

No século XVII, os holandeses invadiram o Nordeste açucareiro por duas vezes. Para compreendermos precisamos relaciona-las ao contexto europeu do século anterior.
No inicio do século XVI, a região onde é hoje a Holanda pertencia ao Império Espanhol e fazia parte dos Países Baixos Espanhóis; a região era próspera e se destacava por suas manufaturadas, sua indústria naval e marinha mercante.

O império Espanhol que, era imenso, ficou ainda maior em 1580: o rei espanhol Felipe II ordenou que seus soldados invadissem Portugal e anexou-o. O controle da Espanha sobre Portugal e suas colônias ficou conhecido com União das Coroas Ibéricas e durou até 1640. Durante esse período, os adversários da Espanha tornaram-se também os de Portugal, por exemplo, os Países Baixos espanhóis.

Os holandeses conquistaram a independência

Para custear suas guerras na Europa, Felipe II aumentou os impostos cobrados nos Países Baixos espanhóis e lançou violenta campanha de perseguição aos protestantes dali. Os habitantes de 7 províncias do norte dos Países Baixos – maioria protestantes – reagiram entrando em guerra contra a Espanha. Em 1581, proclamaram a independência, constituindo a República das Províncias Unidas – ou simplesmente Holanda.

A guerra pelo açúcar e pelo tráfico atlântico

Após a independência, os mercadores holandeses continuaram minando poderio espanhol e, em 1602, criaram a Companhia das Índias Orientais, que visava a conquista dos domínios luso-espanhóis na Ásia. Diante, disso, Felipe II proibiu os holandeses de comerciar com Portugal e suas colônias. Os holandeses, decidiram invadir as colônias portuguesas na África e América. Para isso criaram, em 1621, a Companhia das Índias Ocidentais, na qual principais alvos eram o controle sobre o açúcar do Nordeste do Brasil – maior produtor mundial de açúcar, na época – e os postos de fornecimento de escravos no território africano.

Invasão da Bahia

A primeira invasão dos holandeses ocorreu na Bahia, que, além de possuir muitos engenhos em pleno funcionamento, era o centro politico do Brasil. Eles chagaram a Salvador em maio de 1624, prenderam o governador português e o substituíram pelo holandês Van Dorth. A população luso-brasileira, por sua vez, retirou-se para o inteiror e lá organizou a resistência.
O líder dessa resistência, o bispo Dom Marcos Teixeira, apresentava a luta contra os holandêses como uma cruzada contra os hereges, ainda mais que os invasores eram protestantes.
A tática da resistência foi a guerra de emboscadas: divididos em pequenos grupos, os combatentes saiam das matas e se lançavam sobre o inimigo de surpresa, impedindo assim o seu avanço rumo à região dos engenhos.

A Espanha, por sua vez, enviou ao Nordeste brasileiro uma esquadra, comandado por Dom Fradique de Toledo Osório, que forçou os holandeses a bater em retirada, em 1625. Dois anos depois, eles voltaram a atacar: liderados por Pieter Heyn, saquearam o porto de Salvador levando consigo açúcar, fumo, algodão e pau-brasil. E, na volta para a Holanda, capturaram a frota de prata espanhola, que transportava a produção anual desse metal do vice-reinado do Peru para a Espanha.

Invasão de Pernambuco

Com os saques realizados, os holandeses reuniram recursos e invadiram novamente o Nordeste açucareiro, mas dessa vez o alvo foi Pernambuco.
Em fevereiro de 1630, desembarcaram no litoral Pernambuco e conquistaram Olinda e Recife com relativa facilidade. Sob a liderança de Matias de Albuquerque, a população local destruiu tudo que pudesse ser útil aos invasores e se retirou para o interior. Lá, ergueu o Arraial do Bom Jesus, quartel-general de onde deviam partir os ataques aos holandeses.
A tática da resistência luso-brasileira foi, mais uma vez, a guerra de emboscadas; com vários índios, negros e brancos pobres, essa resistência empenhou-se em controlar o interior, onde estavam os engenhos, e isolar os invasores no litoral. Foram ajudados por moradores locais, entre os quais Domingos Fernandes Calabar, que conhecia bem a região. Palmares, em terras do atual estado de Alagoas.

Para voltar a lucrar com o açúcar brasileiro, os holandeses precisavam reativar a produção e organizar a administração nas áreas conquistadas. Para isso, 1637, o conde João Maurício de Nassau-Siegen foi nomeado governador dos domínios da Holanda na região.

O governo de Nassau

Adotando uma política de conciliação de interesses, Maurício de Nassau tomou 3 medidas decisivas para a sua administração:
a) Forneceu aos senhores de engenho empréstimos e credito para compra de equipamentos e de escravos, conseguindo assim o apoio de boa parte desses senhores;
b)  Defendeu a tolerância religiosa: Nassau era protestante, mas permitiu que católicos e judeus praticassem suas religiões livremente, animando-os a colaborar com os holandeses;
c)  Ordenou a tomada de importantes entrepostos de escravos do litoral africano.

Em 1641, os domínios holandeses abrangiam territórios que iam de Sergipe ao Maranhão e incluíam os mais importantes entrepostos de escravos africanos no século XVII. Negociando escravos e açúcar, os holandeses ampliaram enormemente seus lucros.


Artistas e cientistas e do Brasil holandês

Nassau incentivou a produção cultural, trazendo para o para o país pintores, (Albert Eckhout e Frans Post) que retrataram plantas, animais, pessoas e edificações do Nordeste brasileiro.
Além de pintores, ele trouxe cientistas que se dedicaram ao estudo da região, (Georg Marcgraf) que documentou a flora e a fauna; e o médico (Willem Piso), que pesquisou doenças; letrados, (Elias Herckman) que escreveu um precioso relato sobre a Capitania da Paraíba.
O governo de Nassau instalou sua capital em Recife e ali uma serie de importantes obras: calçou ruas; abriu canais por onde transitavam barcas, mercadorias e pessoas; drenou áreas alagadiças; construiu pontes que ligavam o antigo porto à Ilha de Antônio Vaz e esta ao continente. Nessa ilha, criou um jardim botânico, um zoológico e construiu o Palácio das Torres (Palácio de Friburgo), residência oficial e sede do governo.

A esse conjunto de obras deu-se o nome de Cidade Maurício (atualmente bairro de Santo Antônio).

A Restauração em Portugal

Enquanto os holandeses lucravam com o açúcar brasileiro, Portugal encontrava-se exaurido economicamente e culpava a União Ibérica. Diante disso, os portugueses promoveram uma revolta separatista, em 1640, e se libertaram da Espanha – Restauração. Dom João IV, da dinastia de Brança, ocupou o trono de Portugal e, no ano seguinte, firmou com a Holanda um acordo de paz por 10 anos.

Assim, os diretores da Companhia das Índias Ocidentais exigiram que Nassau endurece contra os donos de engenhos no Brasil. Por discordar de seus superiores, Maurício de Nassau deixou o Brasil em 1644.

A luta contra os holandeses

Holandeses mostraram-se intolerantes. Confiscaram terras dos senhores do engenho endividados e proibiram a livre prática da religião católica. Reagindo a isso os senhores luso-brasileiros engajaram-se me 1645,  numa guerra contra os holandeses: a insurreição Pernambucana.
Nos confrontos que se seguiram, os luso-brasileiros conseguiram vitórias surpreendentes, entre elas a Primeira Batalha de Guararapes, em 1648. No mesmo ano, a esquadra de Salvador Correia de Sá, organizada com recursos de mercadores cariocas, partiu do Rio de Janeiro e conseguiu retomar os entrepostos de escravos da Ilha São Tomé e da Luanda e Benguela, em Angola. No ano seguinte, uma nova vitória: a Segunda Batalha dos Guararapes, que foi  decisiva no curso da luta. A guerra se prolongou até 1654, quando os luso-brasileiros venceram os holandeses na Campina da Taborda (Pernambuco), forçando-os as deixar o país.